Home > Blog
Histórico
31/05/2009 13:37

Extra! Extra! Rita Lee mudou de gravadora... há 34 anos. Na mesma época, aliás, em que Gal Costa zarpava do Brasil para temporada de shows no Japão. Na página seguinte, uma matéria informa que, com a substituição do baixista Dadi Carvalho pelo "lourinho Didi", "os Novos Baianos mudaram, mas o som continua ótimo". Rolling Stones tem disco pronto. Vá para a página 8 e encontre o produtor musical André Midani, com uma frase feita para sacudir bons graus na Escala Richter: "Nosso rock ainda é só imitação". E logo ao lado da (hoje) vovó do rock Rita Lee...
Eduardo Menezes se considera um "roqueiro dinossáurico". Acontece que, na época dos lagartões do iê-iê-iê, a internet era uma realidade tão distante como uma supermodelo topando um jantar com Bill Gates pré-boom da IBM. Assim, para não se perder na listinha de novidades de seu ídolo, era bom dar um jeito de organizar a papelada - revistas, jornais etc. Adeus, Google. Tchau, MySpace. Daqui a algumas décadas a gente se esbarra.
Mas a vida deu voltas e os "dinossáuricos" estão de novo entre nós. Menezes tirou do baú boa parte das revistas POP - veículo dedicado ao mundo da música - e vem colocando tudo no blog Velhidade. O acervo vale ouro.
27/05/2009 15:21
O Brasil é o maior exportador de laranjas? Pois João Brasil honra o nome e dá uma mãozinha no assunto. O músico e manda-bala dos mash-ups, que em breve zarpa para uma temporada na Inglaterra, assinou a trilha de uma campanha de sucos. Daí que o vídeo, dirigido por Breno Pineschi e Rafael Cazes, foi parar no blog de Kanye West - é lá que o rapper (ou uma equipe, vá saber) garimpa as novidades mais hypadas na rede. Como esta aqui. Ou esta outra.
O blog da Rolling Stone Brasil quis saber como proceder para cair no radar de Mr. West. E aí, João, ensina pra gente? "Não faço ideia!", admitiu o rapaz, que recentemente lançou o Baile Parangolé e neste domingo, 31, põe todo mundo para ficar com a macaca na última edição desta temporada da festa Dancing Cheetah, no Lounge 69, no Rio de Janeiro.
O nosso plano azedou. Mas a carreira do cara continua indo de vento em polpa. Esprema esta laranja você também:
O blog da Rolling Stone Brasil quis saber como proceder para cair no radar de Mr. West. E aí, João, ensina pra gente? "Não faço ideia!", admitiu o rapaz, que recentemente lançou o Baile Parangolé e neste domingo, 31, põe todo mundo para ficar com a macaca na última edição desta temporada da festa Dancing Cheetah, no Lounge 69, no Rio de Janeiro.
O nosso plano azedou. Mas a carreira do cara continua indo de vento em polpa. Esprema esta laranja você também:
25/05/2009 16:32

Se todo festival tem seu tapete vermelho, o de Cannes foi colorido com vermelho-sangue.
Não que, de tão assanhadinhos para pôr as mãos na Palma de Ouro, os concorrentes tenham se engalfinhado em disputa digna de um especial do Celebrity Deathmatch, aquele programa de animação da MTV EUA que parodiava um Tom & Jerry (Comichão e Coçadinha?) entre famosos, no tatame.
E haja groselha e ketchup. A maioria das produções que tiraram uma casquinha na 61ª edição do festival francês (terminado neste domingo, 24) poderia torcer o pano, e dali jorraria sangue pra chuchu. Ou ao menos respingaria um clima pesadão, como o caso de The White Ribbon ("a fita branca", em livre tradução), que passou a mão na Palma de Ouro deste ano. Do austríaco Michael Haneke (na foto) - que já havia degolado uma galinha em cena no perturbador Caché -, o filme fala sobre uma cidade alemã às vésperas da Primeira Guerra Mundial. E as tragédias, no filme, chegam mais rápido que trem-bala. De espancamento de crianças (inclusive uma com deficiência mental) à brutalidade contra mulheres. Nós aqui da Rolling Stone Brasil ainda não vimos. Mas já encomendamos o sal de frutas.
Charlotte Gainsbourg - a filhota cantora de Serge e Jane Birkin e estrela de A Ciência do Sonho, de Michel Gondry - saiu de Cannes com o prêmio de melhor atriz, por Anticristo. Para quem não se lembra, o filme de Lars Von Trier deixou a Croisette estupefata em sua primeira exibição, no dia 17 de maio. Para narrar a história de um casal que se isola no meio de uma floresta para superar a morte do filho, Trier chegou a simular cena em que Gainsbourg, par de Willem Dafoe, corta seu clitóris fora com uma tesoura. Embrulha estômago mais rápido que empacotador da seção de presentes da Wal Mart.
Quem faturou como melhor ator foi o austríaco Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios - o épico sobre a Segunda Guerra de Quentin Tarantino. Um diretor para quem violência está tão em sintonia com sua filmografia como protagonista "Helena" para as novelas de Manoel Carlos.
Como melhor diretor veio o filipino Brillante Mendonza, com Kinatay. E aí o pessoal de Cannes perdeu a cabeça de vez - e não é só maneira de falar. Entre cabeça decapitada, estupro e outros fatos chocantes, o filme ganhou vaias (muitas) e comparações (mais ainda) com Irreversível. O longa de Gaspar Noé, com Monica Bellucci e Vincent Cassel, caiu pesado quando exibido sete anos atrás no balneário francês. Basta lembrar da cena do túnel ou da cara esmagada na briga do bar.
Não nos pegaria de surpresa se o drinque mais badalado desta temporada cinéfila na Croisette tivesse sido bloody mary. Vai um sanguinho aí?
23/05/2009 09:45

O documentário Suck My Geek quer abrir os olhos da humanidade. Só assim ela enxergará aquilo que qualquer óculos fundo-de-garrafa já vislumbra há décadas: ser nerd é tendência.
Acredite. Eles saíram do armário - no caso, do armário da escola, onde costumavam ser presos pelos valentões de praxe (quando não era dia de cabeça no vaso sanitário, claro). Com o grito de guerra "yes, we can!", provavelmente entoado em voz de robô, ou na impostação de algum ser místico d'O Senhor dos Anéis, milhões de pessoas passaram a vestir a camisa (xadrez) da causa nerd.
O doc, com exibição nesta segunda, 25, às 21h30, no Multishow, é francês. Mas "nerd" é "nerd" em qualquer canto do planeta, falado com ou sem biquinho. Codirigido por Xavier Sayanoff e Tristan Schulmann em 2007, e inédito no Brasil, o filme vai ao ar justamente no Dia do Orgulho Nerd, criado há seis anos, na Espanha, em defesa a uma cultura que vem se espalhando com a rapidez de uma nave Star Trek - a data (e não vale fingir surpresa) coincide com a estreia do primeiro filme de outra franquia estelar, Star Wars, jogados 32 anos.
E se agora basta ser um filme da franquia X-Men para se dar bem nas bilheterias, pilhas de HQs se acumulam há décadas no quarto de jovens e adultos que aos olhos do mundo parecem encarnar um Peter Pan à moda geek.
Em Suck My Geek (melhor não tentar traduzir...), eles vêm em legiões: homens, mulheres, jovens, velhos. Sim, os velhos clichês estão lá. Do reconhecimento de Senhor dos Anéis como Bíblia suprema à identificação com Peter Parker, o desengonçado jovem que acaba se tornando o Homem-Aranha ("a grande diferença é que nós não fomos mordidos por uma aranha radioativa", esclarece um rapaz).
Os diretores Kevin Smith, da franquia O Balconista, e Sam Raimi, de Homem-Aranha, contam sobre suas próprias comédias da vida privada. Mas, em pouco mais de 55 minutos, o documentário tenta ir além. Zarpa rumo a uma galáxia muito, muito distante... do preconceito. Nerds, defendem os diretores, não são necessariamente aqueles que vão preferir uma maratona solitária em frente ao computador a uma cervejinha com os amigos. E se eles querem encontrar o sabre de luz no fim do túnel, o problema é deles e, agora, também nosso, já que essa cultura não está mais tão reprimida assim. E que atire o primeiro mouse quem não assistiu a pelo menos um Matrix, liquidificador de paranoias nerd a respeito da realidade virtual.