Quatro Dias em Bonnaroo
Austin Scaggs e Evan Serpick
Festas, drogas e rock'n'roll dão o tom do festival mais popular do verão norte-americano

Ariana Fine(à esquerda),24 anos,de Nitro(Virgínia Ocidental),e Mindy Jordan(à direita),20,de Columbus(Ohio),vestiam tatuagens temporárias no lugar dos biquínis."A gente queria pintar os seios"
"Em qualquer lugar que você vá em Bonnaroo, as pessoas estão curtindo muito", diz Analise Smith, 21, que dirigiu por 16 horas de Key West (Flórida) para a sua segunda viagem ao festival. "Quem dera eu morasse aqui." Por um longo fim de semana a cada mês de junho, os campos ao redor de Manchester se tornam a área mais densamente ocupada do Tennessee, com campings formando uma cidade completa, com correio, estação de rádio e força de polícia montada (neste ano, houve 78 prisões e 124 queixas, muitas por acusações referentes a drogas. Os detidos foram levados para a delegacia de Manchester. As massas geraram 79 toneladas de lixo, montaram 60 mil barracas e visitaram 1.250 banheiros móveis).
Na quinta-feira, duas horas depois de a música começar, milhares ainda estavam presos no trânsito, na rodovia I-24. O destaque na noite de abertura era um show de quatro horas de atrações como MGMT, The Battles e Vampire Weekend, que fizeram o máximo para adicionar improviso - uma tradição no festival - ao seu repertório. "Tocamos uma música nova e sem nome", se diverte o baterista do Vampire Weekend, Chris Tomson. "E incluímos oito trechos novos no meio. Foi bem legal!" Tomson, que vestia uma camiseta do Phish durante o show, é um dos muitos músicos que já haviam visitado o Bonnaroo anteriormente - como fãs. "Eu estava na escola ainda, e dirigi 15 horas de Nova Jersey para chegar aqui. Assistir ao Trey Anastasio [líder do Phish] foi pra mim o momento inesquecível", diz.
Você lê esta matéria na íntegra na edição 22 da Rolling Stone Brasil, julho/2008
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