Vida ao Vivo
Por Henrique Martin
Sites que transmitem vídeos pela web ou pelo celular transformam usuários em emissoras independentes

Te Vi Na Internet: O rapper 50 Cent utilizou os recursos do site Kyte.tv para transmitir sua turnê na web
"A pergunta mais difícil de responder é o perfil do usuário", define Michael Seibel, CEO do Justin.tv, que foi fundado em outubro de 2006. "Não é TV, mas um meio de transmitir sua vida na internet." Se no início de suas operações o Justin.tv era uma espécie de "Big Brother pessoal" de seu fundador, Justin Kan, hoje o serviço atende a quem quiser falar ao vivo pela web, seja lá para qual finalidade.
O Kyte.tv funciona nos moldes do Justin.tv ou do Seesmic, com um propósito a mais: tem investimentos de grandes empresas (Terra/Telefônica/Nokia, entre outros) e apoio de gravadoras para levar os conceitos do Big Brother (o da TV, não o do livro de George Orwell) para a internet. Daniel Graf, o CEO do site, comemora o primeiro grande projeto do Kyte.tv, que é o Thisis50.com, site/blog do rapper 50 Cent que se utiliza da plataforma. "50 Cent é o cara que consegue atrair grande tráfego para seu site, e com o Kyte.tv ele transmite seus shows e vídeos exclusivos", conta Graf. "Quando ele saiu em turnê, todo dia postava um vídeo novo."
Como tudo no mundo da Web 2.0, o desafio dos sites de transmissão de vídeos é ampliar a audiência e ganhar dinheiro. "Na internet, quem decide o que é 'hot' é o público", define Seibel. "Temos que criar iniciativas de comércio, no estilo do [site de leilões] eBay, mas em vídeo. Veja quanta grana se gasta com anúncios na TV", ele explica. "Por que não criar um modelo de negócio em que recebemos para transmitir a vida de pessoas pela rede?"
Você lê esta matéria na íntegra na edição 24 da Rolling Stone Brasil, setembro/2008
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