ROBERTO FREJAT
Bruno Maia
Com seu terceiro disco solo, Roberto Frejat consolida carreira além do Barão Vermelho
Foto: Christian Gaul/Divulgação

O Militante - Frejat lança seu terceiro disco solo, que é também seu primeiro trabalho independente
Poucos roqueiros tiveram sucesso comercial em carreira solo sem ter se desligado totalmente da banda. O que você fez de diferente?
Já ouvi isso de um outro colega de geração. Não tenho uma explicação. Fiz tudo com muito cuidado. Achava importante não demolir o Barão Vermelho por conta da minha carreira solo, não era bom nem para um nem para o outro
Apesar do seu sucesso solo, o Barão voltou em 2004 depois de três anos em recesso e passou outros três anos na estrada. Naquele momento, reencontrar o grupo fazia mais sentido para você, artisticamente falando?
Não. Naquele momento, o mais sensato seria seguir com meu trabalho, que estava em uma curva ascendente. Voltei para provar para as pessoas que o Barão não tinha acabado. E era uma prova que nós tínhamos que dar a nós mesmos. Acreditava muito nisso, mas acho que até dentro do próprio grupo tinha gente que se questionava. E estes três anos juntos foram incríveis, cheios de momentos lindos.
Seu cuidado em planejar os passos do Barão tem a ver com algum trauma pela saída repentina do Cazuza em 1985?
Com certeza. Não diria um trauma, no entanto, jamais gostaria de passar por aquilo de novo. É lógico que com o tempo tudo se assimila, mas já estive naquela situação e não gostaria de colocar outras pessoas nela. Então não tenha dúvidas de que esse é um dos motivos para eu ser tão cuidadoso.
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