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Home > Edição 25 > 14 de outubro de 2008, 20h09

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ROLA NOS FESTIVAIS

Alex Antunes


O FILOMEDUSA (AC) mistura rock clássico dos anos 70 com experimentalismos de Radiohead e ganha os palcos do país


Foto: Divulgação
ROLA NOS FESTIVAIS
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Recife já provou, nos anos 90, que de cenas remotas poderia partir a renovação do pop nacional. A cena de Rio Branco, Acre, é minúscula, e não dá pra arriscar palpites ufanistas - mas tem algo daquele laboratório cultural, daquele cruzamento oportuno de referências, que leva a crer que o sucesso de Los Porongas não é apenas um acidente feliz. Filomedusa é outra banda que tem essa cara. A saber, um certo sabor retrô contracultural expresso em idealismo generoso e em gosto pelo rock clássico dos anos 70, cruzado com referências contemporâneas como Radiohead e Coldplay. E, se Filomedusa tem cara de Acre, Carol Freitas tem a cara da Filomedusa, uma cantora afinada e arrebatada, na linhagem de Elis e Björk. "Nasci em 1975, em uma família louca por MPB, por Chico, Caetano, mas também por Belchior, Fagner, Clara Nunes. Se tenho um mérito musical é não ter deixado passar essas referências", diz Carol. A banda é completada pelo baterista Thiago Melo, de 17 anos, o guitarrista Saulo (22) e o baixista Daniel Zen (28), que garantem uma pegada ao mesmo tempo pesada, criativa e envolvente.


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