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Cheio de Graça

Por Thereza Dantas


Artista multimídia, Zéu Britto faz piada com o surrealismo e a vida real


Foto: Elcio Carriço/Divulgação
Cheio de Graça
Zéu Britto, em versão cantor: letras diretas, sem duplo sentido
Noites de motel pagas com cartões de crédito, donas de bordéis ou prazeres sadomasoquistas são algumas das fontes de inspiração do multiartista José Carlos Britto, codinome Zéu Britto. A canção mais conhecida, "Soraya Queimada", faz parte do disco Saliva-Me (2005), e é música-tema do filme Meu Tio Matou um Cara, de Jorge Furtado, em que a tal Soraya, personagem de Deborah Secco, desfila toda sua ambigüidade em um microbiquíni.

Baiano de Jequié, o autor do "Hino em Louvor à Raspada", uma singela homenagem à atriz Claudia Ohana, confessa, com fala mansa, que suas letras dão conta de sua realidade. Ao cantarolar "Alan dominador e Aline submissa / juntos prati- cando as fantasias", em "Alan e Aline", explica que o casal que o inspirou foi descoberto na seção de classificados de um jornal. "Eu liguei para o casal. Precisava de mais informações." Mas ligou só para escrever a letra ou para algo mais? Rindo muito, ele pede para "abafar o caso".

Você lê esta matéria na íntegra na edição 28, janeiro/2009
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