Reencontrando os Beatles
Por Brian Hiatt
Por dentro dos estúdios Abbey Road, onde os álbuns do quarteto de Liverpool recebem os primeiros upgrades sonoros em 22 anos
Foto: APPLE CORPS LTD 2009

George Harrison, Paul McCartney e John Lennon gravam Let It Be, em janeiro de 1969
A resenha que a Rolling Stone EUA fez dos lançamentos dos CDs originais, em 1987, reclamava que as músicas estavam "com o volume estourado e horríveis de se ouvir", diferentes das versões em vinil. Conforme a tecnologia de som digital melhorava, as várias falhas dos CDs ficavam mais claras (em contraste, o catálogo dos Rolling Stones foi remasterizado diversas vezes desde seu lançamento original). Mas foi só há quatro anos que McCartney, Ringo Starr e as viúvas Yoko Ono e Olivia Harrison finalmente aprovaram a ideia da remasterização - e um time de engenheiros de som do Abbey Road (comandado por Allan Rouse, que trabalhou com George Martin em Anthology, em 1995) imediatamente iniciou os trabalhos.
O primeiro passo foi transferir as fitas master - guardadas "em um cofre com duas portas de aço, ambas com combinações, duas câmeras e um detector de fumaça", conta Rouse - para arquivos digitais, uma música de cada vez. A equipe técnica passou horas discutindo o quanto das gravações deveria ser limpo, removendo chiados e outros ruídos. "Concordamos que, se fizesse parte da performance dos Beatles, não retiraríamos", diz Rouse. "A cadeira rangendo no fim de 'A Day in the Life', respirações, tosses - tudo o que fazia parte da execução - ficou. Tudo o que consideramos problema técnico - cliques, sibilos, estalos, má edição, quedas no volume - tentamos melhorar ou, se possível, remover ou consertar."
Você lê esta matéria na íntegra na edição 36, setembro/2009
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