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Marvel – 40 Anos no Brasil
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Marvel – 40 Anos no Brasil
Estréia: 12/10/2007
Autor: Vários
Editora: Panini Comics
A explosão dos super-heróis
1967 foi o ano em que a Marvel apareceu no Brasil. Num projeto bem ousado, a Ebal (Editora Brasil-América) trouxe para o país os super-heróis de Stan Lee que já faziam sucesso desde 1963 nos EUA. Com eles, aportou toda uma nova leva de superseres que detonariam uma febre junto à molecada. Stan Lee e Jack Kirby estavam revolucionando o conceito de heróis, que deixavam de ser inalcansáveis (como Super-Homem, por exemplo) e se tornavam mais mundanos. A partir dessa idéia é que nasceram Homem-Aranha, Hulk, Homem-de-Ferro, entre outros. Neste álbum, uma das atrações é um texto de abertura que conta os bastidores da Marvel no Brasil e sua passagem por várias editoras. Há curiosidades como o fato de a Ebal jamais ter assinado um contrato com os americanos, tudo era feito na base do “fio do bigode”. Um brinde sensacional é a reprodução, numa revistinha independente, da primeiríssima edição da Marvel por aqui, distribuída nos postos Shell, em 67. Ainda há mais de 300 páginas com 14 histórias importantes publicadas nestes 40 anos. Tem Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Homem-de-Ferro bebum e por aí vai. Como os fãs dizem, uma edição histórica para ler e guardar.
Por Odair Braz Junior
TV & Pirata
Lançamento: 12/10/2007
Autor: Laerte
Editora: Conrad / Devir Livraria
Mais Informações:
Laerte em merecidas (e tardias) homenagens
Cartunista, filósofo, poeta em quadrinhos, Laerte é daqueles artistas quase malditos que logram muito menos reconhecimento do que realmente merecem. Dois livros, lançados quase simultaneamente, se prestam a compensar algumas injustiças. A curadoria da coletânea de luxo Laertevisão ficou em família: seu filho, Rafael Coutinho, foi um dos responsáveis por compilar o material guardado nas gavetas do pai e relacioná-lo com o conteúdo de suas intrigantes “tiras televisivas” (publicadas aos domingos na Folha de S.Paulo). A tortuosa/saborosa viagem no tempo proposta pela luxuosa edição conduz o leitor ao âmago da “questão Laerte”: viajamos por momentos iluminados de sua infância hiperativa e adolescência parnasiana através de fotos de família, rabiscos de escola e anotações de moleque. Com as tiras – um tanto mais eloqüentes do que o Laerte do dia-a-dia –, ele expõe suas recordações e oferece pistas sobre a construção de sua personalidade e talento geniais. Com lembranças rebuscadas de um passado que não volta mais – consumido pelo mofo da memória pouco estimulada –, Laerte nos convida para um passeio imprevisível pela história de sua vida. Diga-se de passagem, não é pouca coisa. Sem a mesma aura biográfica ou capricho gráfico (mas com valor documental equivalente), Piratas do Tietê é uma compilação da principal “franquia” criada por Laerte, publicada nas saudosas revistas Chiclete com Banana, Circo e Piratas do Tietê a partir de 1986. Dividida em três livros (só o primeiro está nas livrarias), a obra foca nos colecionadores, trazendo as histórias originais com comentários do próprio autor. Excessivamente discreto e humilde, Laerte deve achar que já é homenagem bastante, mas quem é fã sabe que ele merece ainda mais.
Por Pablo Miyazawa